Este artigo foi baseado nas indicações do livro ‘60 Minutes to Better Painting’ (60 Minutos para Pintar Melhor) de Craig Nelson e na minha própria experiência prática. Estudos rápidos auxiliam nossa pintura? Embarque nesta rápida aventura!

“A persistência é o caminho do êxito” – Charles Chaplin

O ato de pintar é pura satisfação quando vai pelo caminho certo ou uma grande frustração quando não vai. É impossível ser um gênio todas as vezes que pegamos no pincel (ou na caneta digital). Quando todos os planetas estão alinhados, parece que o pincel desliza pela tela (ou monitor) colocando camadas e camadas de cores maravilhosas exatamente onde elas deveriam estar.

A paixão de pintar é algo que nós, como artistas, experimentamos durante o processo de pintura. A mágica que acontece quando seguramos o pincel com confiança e convicção é o que todos procuramos e nos esforçamos para que aconteça. O uso de habilidades praticadas combinadas com conhecimento e percepção individual nos torna únicos.

Todos os pintores e artistas querem melhorar. O aprendiz aspira em ser bom; o pintor intermediário quer se tornar avançado, enquanto o artista maduro e profissional se compara e deseja se tornar como os Grandes Mestres, e assim por diante. O que existe em comum é que todos sabem que podem melhorar, não importa qual o nível em que se encontra. O “Como?” é a grande pergunta.

Como alguém se torna um pintor melhor? Esta é provavelmente a mais comum pergunta feita por estudantes de todos os níveis. A resposta é apenas pinte ou “milhagem de pincel” (também conhecido como “Horas/bunda na frente do computador/prancheta”). Tão simples como parece, é verdade. Estudar princípios básicos e métodos como Fundamentos ajudam muito, mas não tem nada como experienciar a sensação disso. Reconhecido isso, devemos estudar muito e ter uma percepção cuidadosa. Mas o velho ditado “A prática leva a perfeição” carrega um grande peso aqui.

Junto com a prática deve existir paciência (ahh, essa palavrinha abençoada ou maldita). Nada acontece imediatamente, da noite pro dia. Aprender e desenvolver uma habilidade é um processo lento, algo a ser percorrido durante uma vida e que trás profunda realização e satisfação pessoal.

Um problema comum que acontece bastante é a falta de tempo para pintar. Cada pintura se torna algo precioso e deve continuamente ser melhor que a anterior, ou assim pensamos. Isso pode sobrecarregar o artista e fazê-lo analisar demais uma obra e criar um excesso de trabalho nela.

Abordar qualquer pintura é um processo mental seguido de habilidades técnicas. Um sem o outro é improdutivo, como uma frase sem pontuação ou uma piada sem um final surpreendente. Uma pintura feita após muitas horas ou dias é considerada finalizada e portanto carrega algumas noções preconcebidas e uma dose de pressão para estar certa ou perfeita. Isso afeta a abordagem mental da maioria dos artistas, particularmente aqueles sem os anos da “milhagem de pincel”.

Após anos de observação e ensino, é perceptível que um dos caminhos para melhorar são estudos feitos em curtos períodos de tempo – estudos rápidos. Esses estudos rápidos permitem não se prender em excesso de trabalho ou desgaste mental, e utiliza conhecimentos básicos aprendidos e começa a trazer isso para um estado mais intuitivo, como aprender uma língua nova.

Pintando e fazendo esses estudos rápidos é possível:

  • Quebrar inibições – Pintar muitas vezes é intimidante. O conceito de pegar uma tela em branco e criar e finalizar uma imagem agradável pode ser demasiado opressivo. Pode paralisar o artista e guiá-lo para uma abordagem sem confiança.
  • Não ter medo dos erros – Sempre que estiver fazendo algo, você cometerá erros. Nos esportes, música ou qualquer outro esforço, você deve passar por algumas dores para se tornar proficiente ou para se sobressair. Ter medo de cometer erros não deve mantê-lo longe de tentar algo. É assim que aprendemos.
  • Aprender a diferença entre linha e massa – Desde nossas memórias mais jovens, todos nós desenhamos com lápis, caneta ou giz de cera. Geralmente, quando desenhamos algo, nós começamos com linhas. Entretanto, não é como nós enxergamos. Nós vemos massas e formas; portanto massa e forma é como devemos pintar. Linhas são uma forma abreviada para pintar.
  • Aprender o brushwork (trabalho ou fluxo do pincel) – O caminho ao qual o pintor guia seu pincel é muito da beleza da pintura. Pode ser enérgico, cuidadoso, suave ou rápido. É muitas vezes comparado com escrever à mão: muito característico à pessoa
  • Entender como vemos – Nós vemos imagens de vários tipos. Um pintor deve aprender como ver em estágios. Ele não deve ver o detalhe primeiro, mas ver as as áreas maiores e mais básicas antes de estudar as menores e muitas vezes mais interessantes. É importante treinar seu olho para ver na ordem correta para que seu assunto pode ser abordado como se fosse uma pintura.
  • Comece! – A palavra diabólica “procrastinação” é inimiga constante de todos os pintores. A tela em branco e o conceito de imagem finalizada pode ser um fardo. O estudos, em oposto à pintura finalizada, elimina qualquer fardo. Está estabelecido como um estudo; para aprender, para melhorar, para tentar algo, não uma preciosa e finalizada obra de arte!
    Quanto procrastinar em o que fazer, como fazer, etc, etc, faça um estudo.
  • Aprenda, explore e divirta-se!

PRAZOS BÁSICOS

A fim de ajudar simplificar o tempo que você dedica à um estudo rápido, é recomendado três prazos básicos. Apesar de ter apenas 15 minutos de diferença entre eles, eles permitem diferentes graus de finalização e habilita você usar os pincéis para diferentes efeitos. Esses prazos curtos irão ajudá-lo a ter ritmo na pintura.
Neste caso, vou abordar sugestões de tempo no ambiente digital. Sugiro o uso de um timer para marcar o tempo. Não tem um timer? Mas e o celular ao seu lado? Desligue o wifi (lembra da palavrinha diabólica ‘procrastinação’, certo?) e cronometre o tempo. 😉

  • 25-30 minutos: Esse curto espaço de tempo na pintura realmente ajuda a tomar decisões. A fim de capturar a essência do seu objeto de estudo, este prazo não permite você a pensar demais.
  • 40-45 minutos: A adição de 15 minutos após fazer três ou quatro estudos curtos cria a sensação de que de repente você tem muito mais tempo. É importante manter o ritmo rápido e utilizar o tempo adicional para refinar e refletir um pouco mais.
  • 60 minutos: O estudo de uma hora permite um estudo com uma aparência mais finalizada. Ainda requer uma abordagem abreviada mas dá mais tempo para decisões e desenvolvimento de cor, formas e detalhes

Lembre-se que o ritmo aqui citado é imprescindível para melhorarmos como artistas. Produzir um pouco por dia vai trazer mais resultado a médio/longo prazo do que você imagina. Quer experimentar?

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